BRASIL : Após atitude de Bolsonaro, veículos de comunicação se unem durante pandemia

Brasil 08 de junio de 2020 Por InfoShow Uruguay
Os veículos G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL decidiram formar uma parceria e começaram a trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.
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Os principais veículos de informação do Brasil decidiram se unir após uma decisão polêmica do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). O presidente da República, cabe lembrar, começou a restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19.

Por isso, os veículos G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL decidiram formar uma parceria e começaram a trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

 
Profissionais de todos os veículos vão dividir tarefas e compartilhar as informações obtidas para que os brasileiros possam saber como está a evolução e o total de óbitos provocados pela Covid-19, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para o novo coronavírus. Diariamente, o balanço será fechado e divulgado às 20h.

A principal fonte desses números viriam do governo federal, por meio do Ministério da Saúde. No entanto, as últimas mudanças feita pela pasta reduziram a quantidade e a qualidade dos dados.

Inicialmente, cabe destacar, o horário de divulgação, era às 17h na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta (até 17 de abril). Em seguida, passou para as 19h e depois para as 22h, dificultando ou inviabilizando a publicação dos dados em telejornais e veículos impressos.

O presidente, inclusive, chegou a debochar da mudança. “Acabou matéria no Jornal Nacional”, disparou Jair Bolsonaro, quando questionado sobre o assunto.

Em comunicado, Ali Kamel, diretor-geral de Jornalismo da Globo (TV Globo, GloboNews e G1), falou sobre a união dos veículos. “A missão do jornalismo é informar. Em que pese a disputa natural entre veículos, o momento de pandemia exige um esforço para que os brasileiros tenham o número mais correto de infectados e óbitos”, afirmou ele.