CNN Brasil noticia invasão sofrida pela Globo e apresentadores desabafam

Brasil 10 de junio de 2020 Por InfoShow Uruguay
A invasão sofrida pela Globo por um homem armado, na tarde desta quarta-feira (10), virou assunto em telejornais de várias emissoras.
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A invasão sofrida pela Globo por um homem armado, na tarde desta quarta-feira (10), virou assunto em telejornais de várias emissoras. Na CNN Brasil, os apresentadores chegaram a desabafar e prestaram solidariedade à repórter Marina Araújo.

O canal de notícias chegou a interromper uma entrevista para dar a notícia sobre o ataque contra a concorrente. O invasor, cabe lembrar, queria falar com Renata Vasconcellos e fez refém a outra jornalista. Ele foi detido e a repórter, liberada sem ferimentos.

“Não sei nem o que dizer diante de uma imagem dessa em um cenário de crescente ataques à liberdade de imprensa, ao trabalho dos jornalistas. A maior emissora do país, da América Latina, é alvo de um ataque desse, brutal, físico”, disse Daniela Lima, na bancada do telejornal.

 
“Um homem ameaçando uma jornalista dentro de seu local de trabalho com uma faca, demandando ver uma outra jornalista. É realmente triste o momento do Brasil. Ela, aparentemente, está tranquila e a polícia acompanhou toda a cena. É realmente aterrador”, completou a jornalista.

Rafael Colombo seguiu, no CNN 360º: “É para todo mundo parar e pensar. Palavras têm efeito. Tem muita gente que ouve palavras por aí, ditas ao vento, com absoluta irresponsabilidade, estimulando violência para cá e para lá”.

“Tem gente com senso crítico que ouve e despreza, que é o que deve ser feito com incitação à violência. Tem gente que ouve, recolhe esse tipo de coisa e se sente encorajada a fazer o que fez esse sujeito na sede da Rede Globo no Rio de Janeiro”, acrescentou ele.

Daniela encerrou o assunto afirmando que o episódio pode servir como um marco. “Muito importante esse apontamento que você fez, Rafael. Palavra tem poder e você não sabe exatamente quem está ouvindo e o que essa pessoa que está ouvindo é capaz de fazer. Essa onda de ódio, ataque desmedida, essa onda de questionamento imponderável, com base no nada, com base em opiniões e não no fato, precisa ter um fim. Me solidarizo com as jornalistas e com quem mais teve que presenciar”, comentou.